Apenas 7% das empresas consideram que as mídias sociais são imprescindíveis

Veja que interessante, o Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (Ibramerc) divulgou uma pesquisa indicando que 65% das empresas brasileiras já estão presentes nas redes sociais. Apesar deste número significativo, apenas 7% das empresas consideram que utilizar redes sociais seja algo realmente imprescindível. A maior parte delas encara apenas como uma iniciativa desejável (48%).

A ironia é que o meu post anterior cita uma pesquisa que afirma que “70% dos clientes querem acessar as empresas via mídia social“. Ou seja, temos aí um problema. Os clientes querem muito conversar através das redes sociais, mas as empresas encaram tais ferramentas como algo complementar, não importante e não relevante para seus negócios e relacionamento com os clientes. Tem ruído na linha…

A pesquisa foi feita com 251 empresas.
25% das empresas têm, pelo menos, um funcionário dedicado para cuidar das redes sociais. Já em 42% delas não há nenhum funcionário fazendo exclusivamente esse trabalho, neste caso as redes são atualizadas e monitoradas de forma compartilhada.

A pesquisa reforçou uma tendência já identificada em outros estudos que afirma que o Twitter vem se tornando a principal ferramenta de rede social das empresas, não só pela velocidade, mas principalmente pela facilidade de atualização. O Ibramerc afirma que as redes sociais de maior destaque entre as empresas são Twitter (84%), YouTube (62%) e Facebook (61%).

Tem um dado que me surpreendeu.
44% dos pesquisados alegaram que as redes sociais ainda não trouxeram nenhum benefício para a empresa. Caramba! Este número é alto. Já 45% disseram que o fortalecimento da marca é o maior benefício.

Das empresas pesquisadas, 46% usam as redes para monitorar o mercado, 45% para acompanhar o comportamento dos clientes e 39% para monitorar a concorrência.

A conclusão evidente é que as empresas estão ainda experimentando e conhecendo esta nova plataforma de se relacionar com a sociedade e seus clientes. O problema é que os clientes não querem esperar.

Acesse AQUI o comunicado do Ibramerc.