Nativos Digitais

Nativos Digitais

150 150 Mauro Segura

Nos dias 9 e 10/09/2008 rolou o IBM Fórum no WTC Hotel em Sampa.
O evento foi espetacular e teve a presença de mais de 1.100 clientes e 300 parceiros de negócios.
Um dos grandes momentos foi a apresentação de Jean Paul Jacob, pesquisador emérito que trabalha no Centro de Pesquisas da IBM em Almaden, Califórnia.
Na sua apresentação, chamada “A invasão dos mundos digitais”, ele falou muito sobre a nova geração. Ele chamou os jovens de hoje de “NATIVOS DIGITAIS”, pois são fanáticos em relacionamento, já nasceram no mundo virtual e no meio de computadores. Para ilustrar, JP disse que para a geração mais velha, onde eu me incluo, vizinhos são aqueles entes físicos que moram ao lado de sua casa. Já para os nativos digitais, vizinhos são aquelas pessoas que têm interesse comum e que estão sempre se falando no mundo virtual. Enfim, o aspecto físico passa a ser irrelevante.
Depois do JP, veio uma outra excelente apresentação de Tadeu Viana, Diretor Técnico da Siemens. Ela também falou sobre essa nova geração, só que chamou-a de “Jovens Convergentes”. Ele colocou pimenta na discussão desafiando a platéia com a seguinte pergunta: “– O ambiente das empresas hoje é atrativo e inovador?” Na verdade, a pergunta dele poderia ser: “– Será que as empresas estão sabendo trabalhar, desenvolver e tirar todo o potencial dessa nova geração?” Está claro que não. E apresentou um quadro muito interessante onde descreve as características dos “jovens convergentes”:
– Manuseiam vários assuntos ao mesmo tempo (exemplo: sites de relacionamento);
– Tomam decisões extremamente rápidas (exemplo: jogos online);
– São avessos a soluções proprietárias (exemplo: internet);
– Conectam-se a qualquer hora e em qualquer lugar (exemplo: internet);
– Dão importância à informação em si, e não ao meio pelo qual ele transita;
– São autodidatas, buscam interfaces intuitivas de uso.

Todos nós sabemos disso, mas quando ele coloca todas essas características juntas na mesma bandeja, fica claro que estamos diante de uma grande transformação da sociedade e do mundo corporativo. Na mesma hora pensei na IBM Brasil, onde 50% da população têm menos de 30 anos de idade.
Enfim, saí das palestras com duas sensações. A primeira, mais contundente e dura, talvez rigorosa demais, é que fazemos comunicação da idade da pedra nas empresas, inclusive na IBM. A segunda, mais esperançosa e motivadora, é que saí cheio de idéias.