A empresa liberou as redes sociais… e agora?

A empresa liberou as redes sociais… e agora?

A empresa liberou as redes sociais… e agora?

150 150 Mauro Segura

Augusto levantou a cabeça, por cima das baias, e exclamou para os colegas:

— Estou acessando o facebook

Três colegas retrucaram:

— Como? Deixa eu ver.

— Tá aqui. O facebook tá aqui na minha frente.

— Tente o Orkut.

Nesse momento os quatro já estavam juntos olhando a tela do velho desktop desbotado.

— Pronto. Tá aqui também.

— Incrível

— Testa o You Tube.

Outros três se juntaram aos quatro.

— Não funciona.

No fundo da grande sala do escritório, levanta uma cabeça.

— Vocês não lêem a intranet da empresa? A empresa liberou o acesso às redes sociais. Tava lá escrito. Começou hoje.

— Mas por que o You Tube não funciona?

— Tava escrito que era por restrição de banda.

— Besteira!

— E o MSN?

— Liberado.

— E o Twitter?

— Liberado.

— Maneiro.

Os garotos olhavam uns para os outros, ainda perplexos com a novidade.

— O que será que eles querem com isso?

— Eles quem?

— A diretoria. Esses caras não vão dar isso de graça. Tem algo acontecendo que a gente não tá sabendo. Tem pegadinha aí.

— Pegadinha?

— Sim, acho que eles estão querendo saber o que estamos fazendo.

— Nós?

— Burro! Nós não… os funcionários todos.

— Você acha que eles querem nos vigiar?

— Não sei, tá estranho. O melhor é ficar quieto e continuar acessando o orkut por aqui ó.

E Augusto saiu andando batendo com o polegar na tela do seu smartphone.

A divertida história acima provavelmente se repete em muitas empresas que abrem o acesso às redes sociais sem fazer um profundo trabalho prévio de comunicação e capacitação de seus funcionários, especialmente junto aos mais jovens, adeptos naturais das novas mídias. Tem que explicar o objetivo, o porquê e para que a empresa está liberando o acesso às redes sociais e seu uso. Ter essa conversa e entendimento com os funcionários antes da empresa ir à luta no delicioso ambiente da web colaborativa será fundamental para o sucesso da jornada. E não devemos esquecer da importância de um guia corporativo, mesmo sabendo que nem sempre ele resolve. Por que não criar um processo de desenho do tal guia chamando os funcionários para colaborar em sua preparação? Isto os tornará cúmplices no projeto.

Enfim, como sempre digo, estamos todos aprendendo…

Texto publicado no @blogrelações e no blog da CRN