A liberdade do desinteresse: a coragem de não agradar
- Mauro Segura
- há 5 dias
- 12 min de leitura
Atualizado: há 4 dias

O que a experiência dos cancelamentos no blog me ensinou sobre envelhecer, agradar menos e encontrar uma paz mais verdadeira.
Vivi recentemente uma experiência em que me senti traído pelo ego. Ainda estou digerindo isso, juntando as partes, aprendendo algumas lições e montando o quebra-cabeça pessoal.
Nos últimos anos eu venho me esforçando para colocar o meu ego no seu devido lugar. É como, mais ou menos, desmontar uma bomba altamente sofisticada, repleta de fios e conexões, onde cortar o fio errado faz a bomba explodir. Pois é, acho que peguei o fio errado.
O ego e a bomba-relógio: quando os cancelamentos doem
Eu tenho, mais ou menos, dois mil assinantes do meu blog. A assinatura é gratuita e quem assina é porque tem interesse no que eu escrevo. O meu ego, inflado e prepotente, agradece. Muito obrigado mesmo!!!
Nos últimos três meses, uma novidade ocorreu: aproximadamente quatro dezenas de pessoas pediram o cancelamento da assinatura do meu blog.
Assinaturas do blog vão, assinaturas vêm, isso funciona como ondas no mar. Então tudo bem. No entanto, nunca tantas pessoas, em um período curto, pediram cancelamento de assinatura do meu blog. Isso bateu dentro de mim. Porém, o que mais doeu foi descobrir que vários cancelamentos vieram de amigos e amigas, pessoas com quem já fui muito próximo no passado (de poucos anos atrás), várias delas pessoas eram colegas de trabalho próximas.
Meu ego, inflado, murchou. Eu murchei junto com o meu ego naufragado... a soberba foi tragada para o fundo da minha desimportância (já escrevi sobre isso antes).
Um lobo dentro de mim cochichou no meu ouvido: “Tem algo errado acontecendo”.
E, de forma quase inconsciente, me peguei no dilema de tentar descobrir onde estou falhando para motivar o desinteresse e perda de assinatura de pessoas queridas, das quais admiro muito.
Será que não estou mais conseguindo escrever artigos interessantes?

O sussurro dos lobos: "Você perdeu o mojo?"
Um lobo se espreita e cochicha: “Acho que você perdeu o jeito”. Outro lobo, sarcástico, plagia Austin Powers: “Você perdeu o mojo”.
Quem tem um blog, e publica regularmente artigos, tem o silencioso desejo de aumentar a audiência e ter os(as) leitores(as) próximos(as), participando junto, comentando e criando conexão através dos artigos.
Eu digo que esse nunca foi o propósito do meu blog. Sempre tratei o blog como um mero repositório de minha catarse de devaneios. Portanto, perder assinantes, não deveria me causar desconforto. Na verdade, eu nem deveria acompanhar o vai-e-vem de assinantes, mas não foi isso que aconteceu. A perda de assinantes soou forte dentro de mim, despertou insegurança e decepção comigo mesmo.
Quando o ego se levantou no cancelamento das assinaturas, um dos lobos inquilinos de minha mente imediatamente sussurrou no meu ouvido: “você não está mais agradando as pessoas”.
Aceitemos ou não, a verdade é que passamos boa parte do nosso tempo tentando agradar as pessoas. É gostoso e acalentador ouvir elogios. Nos submetemos a isso muitas vezes renunciando a nossas convicções e desejos em troca de aceitação de quem nos cerca. Isso ocorre na família, no trabalho e na sociedade em geral. E se juntarmos a isso a busca por notoriedade e admiração pública, aí o céu é o limite.
Foi então que me veio à cabeça, como um farol em meio à confusão, a pergunta perturbadora do filósofo Michel de Montaigne:
“A quem você está tentando agradar? E por quê?”
Essa questão cortou o ruído. Era preciso coragem para encará-la de frente. Por que, afinal, eu estava tão incomodado em agradar?
Convido você a assistir/ouvir o vídeo/áudio abaixo de 17 min, bem impactante, sobre a filosofia de Michel de Montaigne. Vale muito a pena. Chama-se “Quando você para de se importar, tudo começa a dar certo", no canal A Psique.
O que me salta em Montaigne é que ele não escrevia para ser reconhecido, mas para se compreender. E foi exatamente isso que o meu blog se tornou: uma ferramenta própria de libertação, depuração, de autoanálise, onde eu jogo as coisas que vagam dentro de mim, como ondas.
"Eu não escrevo para ser reconhecido, mas para me compreender" - Michel de Montaigne
O blog como espelho: do caos existencial à calmaria filosófica
Algum tempo depois, ainda digerindo essa salada, realizei que o que está acontecendo com o blog provavelmente é reflexo da minha evolução humana. O blog sempre foi um espelho.
A era da catarse: quando a insegurança conectava
Anos atrás eu estava em crise. Os meus artigos eram emocionais, reflexivos, sensíveis e profundos. Eu vivia uma gangorra emocional desenfreada e os meus devaneios refletiam a montanha russa em que vivia diariamente. O número de leitores(as) do meu blog explodiu, e ficou assim durante anos. Pessoas se identificavam com as minhas reflexões, questões existenciais, sofrimento e insegurança. Tudo isso recheado com tinturas de polêmica e fragilidade.
A combinação desses elementos gerava artigos extremamente pessoais e emocionais. Os lobos que me habitam viviam em polvorosa. O blog bombava por conta disso. Os artigos ainda estão no blog. Lê-los me transporta para aqueles momentos turbulentos.
A virada interior: mares calmos, textos serenos
Tempos depois, o universo conspirou e levou a minha vida para mares mais calmos, menos agitados. O sol surgiu no horizonte e eu tratei de levar a minha caravela da vida na direção deste alvorecer. Os meus artigos traduziram isso. Eles se tornaram mais calmos, mais filosóficos, menos polêmicos e menos ácidos. Os lobos se acalmaram.
Senti a minha audiência esfriar, possivelmente pensavam: para onde foi aquele Mauro perdido? Onde está aquele Mauro desorientado que andava sem direção dentro de sua caverna existencial? Aquele Mauro era muito mais interessante.
O tempo tratou de me trazer respostas para questões de vida, abrandou os meus dias e trouxe luz para sinalizar o caminho. O blog, mais uma vez, traduziu esse momento.
O interesse específico vs. a conexão emocional
Os artigos que escrevi sobre experiências diferentes (como por exemplo: as consagrações do Santo Daime, o retiro Vipassana, a experiência da respiração holotrópica, os beija-flores, a viagem solitária de 60 anos etc.) geraram muito interesse, trazendo leitores e tráfego para o blog, pois são artigos muito ricos e descritivos, que atende a curiosidade e interesse específico das pessoas.
Os artigos sobre as minhas caminhadas de longo curso (como por exemplo: a expedição ao Monte Roraima, o Caminho da Fé, o Caminho de Cora Coralina etc.) também geraram boa leitura, porém para um público mais específico, que aprecia este tipo de atividade.
Na minha introspecção sobre tudo isso, ainda montando o quebra-cabeça, concluí que a questão de assinantes definitivamente não é importante. A dor que senti pela perda de assinantes foi fruto do meu ego, apenas isso. Eu perdi alguns assinantes amigos e amigas, é verdade, mas isso faz parte do processo. O blog se propõe a refletir o momento que vivo e como estou lidando com o que o universo põe na minha frente.
Como bem disse Montaigne:
“Não me retrato por inteiro, apenas como me vejo neste momento”.
E este é o único compromisso possível: a honestidade do instante.

Desinteressante ou apenas desinteressado? A anatomia de uma transformação
O fenômeno que está acontecendo não se restringe ao blog. No LinkedIn tem algo similar acontecendo: nos últimos tempos, o número de pessoas buscando se conectar comigo diminuiu significativamente. Eu sinto que os últimos artigos têm gerado menos engajamento e conversas do que artigos em tempos anteriores. Portanto, o tal fenômeno não é algo é exclusivo do blog. É geral mesmo.
Indo mais fundo na minha análise, acho que o número decrescente de assinantes reflete o momento de vida que estou vivendo. Provavelmente estou me tornando desinteressante e menos criativo frente as pessoas. Paradoxalmente, pondero que me sinto mais consciente, iluminado e até mais leve, o que pode não ser tão interessante e útil para as pessoas.
Talvez, indo além, não é uma questão apenas de estar me tornando desinteressante. Eu acho que eu também estou mais desinteressado.
A alegria do interesse interior: para onde flui a minha atenção
Eu não sei direito quem são os cantores da moda e nem as músicas do momento. Não estou ativo nas redes sociais. Não vejo mais programas de notícias do cotidiano e nem programas de TV aberta. Estou desconectado das notícias que movimentam a sociedade em geral.
Aquela sensação vivida no passado, que me corroía de forma insana e rotineira, chamada de FOMO (Fear of Missing Out) – sensação de estar perdendo alguma coisa importante, de estar fora das conversas e se sentir desconectado - já passou.
Eu tenho ficado mais na minha, estudado filosofia, me dedicado a atividades mais introspectivas. Gosto de coisas simples, como ir para Chapada dos Veadeiros para estar mais sozinho com a Valéria e ter o “nosso tempo”. A gente vive num mundo muito no nosso, dentro de uma pseudo-bolha que nos protege e nos fortalece, internamente. Não estamos preocupados em saber “a vibe” que movimenta a sociedade.
Portanto, isso deságua em um certo desinteresse pessoal pelo que a sociedade está consumindo e falando, gera uma certa desconexão, mas vale dizer que isso não representa desinteresse pela vida. Eu vivo uma fase de intenso entusiasmo com a minha existência e perspectivas. No entanto, o meu mundo está muito mais para dentro do que para fora.
Alerto que não estou completamente isolado e desconectado. Acompanho seletivamente o que acontece no Brasil e no mundo, afinal ainda me vejo responsável por fazer parte das mudanças que desejo para a sociedade. Porém, confesso, tenho um enorme filtro em meus olhos e ouvidos.
Este meu momento talvez me torne menos intrigante para um bate-papo, para um debate mais acalorado e aberto, porque vivo um momento mais concentrado no meu interior e menos interessado pelo que acontece no lado de fora.
Enfim. Estou no meu mundo: mais desinteressante e mais desinteressado.

O contexto coletivo: na “recessão das amizades”
Voltando para a experiência do meu blog e buscando ser mais justo comigo mesmo, vejo que a sociedade também está muito diferente nos últimos anos.
Não sou somente eu que estou mudando. Nesta balança, onde um prato sou eu e no outro prato estão os(as) leitores(as) do blog, vejo que mudanças profundas ocorrem nos dois pratos.
Uma matéria publicada na Neofeed chamada “A recessão das amizades: porque nunca fomos tão conectados e, ao mesmo tempo, tão solitários” me chamou muito a atenção.
Dados que refletem a nossa desconexão
Na matéria, é citada uma pesquisa realizada no Brasil pelo Instituto Locomotiva, com quase 1,7 mil pessoas entre 18 e 77 anos.
Uma das conclusões é que “1 entre cada 4 brasileiros, afirma não ter amigos”. Ou seja, a cada quatro pessoas que cruzamos na rua, uma se diz solitária. Ou, falando de outra forma e fazendo as contas com a população brasileira, mais de 50 milhões de brasileiros afirmam não ter amigos.
Outro dado, na mesma matéria, informa que nos últimos dois anos nos Estados Unidos, o número de pessoas que jantam sozinhas aumentou quase 30%. Este dado foi publicado pela plataforma OpenTable.
A matéria evidencia que na sociedade atual em que vivemos, de alta intensidade digital, da lógica da autossuficiência, parece que tempo, atenção e presente se tornaram escassos, enfraquecendo as conexões genuínas e laços afetivos.
De alguma forma, esse contexto se reflete com o que está acontecendo com o meu blog.

A Psicologia da Liberdade: O que Adler tem a dizer
Essa jornada de questionamento sobre agradar ou não aos outros me fez recordar um livro que li há pouco tempo, chama-se "A Coragem de Não Agradar", de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga. Baseado nos ensinamentos do psicólogo Alfred Adler, o livro é construído como um diálogo entre um filósofo e um jovem, e vai direto ao ponto: a verdadeira felicidade começa quando temos a coragem de nos libertar do desejo de reconhecimento e da ânsia de agradar.
Um dos pilares do pensamento adleriano apresentado no livro é a "separação de tarefas".
Simplificando: tenho que discernir o que é minha responsabilidade (minhas ações, intenções e valores) do que é responsabilidade dos outros (as reações, opiniões e julgamentos que eles têm sobre mim). Meu papel é ser autêntico e fazer o que considero correto. A partir do momento em que ajo, a reação do outro é tarefa dele, não minha.
"Não se preocupe com a avaliação dos outros. Preocupe-se apenas se você está sendo fiel a si mesmo no momento presente." - Esta é uma essência do diálogo no livro.
Ler isso foi como encontrar um conceito central para o quebra-cabeça que eu mesmo estava montando. A dor que senti com os cancelamentos era, na linguagem de Adler, resultado de eu ter confundido as tarefas. Minha tarefa era (e ainda é) escrever com honestidade, expressar minha verdade do momento e ser autêntico. A tarefa do(a) leitor(a) pertence a ele(a), que é assinar, cancelar, comentar, elogiar ou criticar. Quando meu ego murchou, foi porque, mesmo inconscientemente, eu ainda esperava que a minha tarefa (escrever) controlasse a tarefa alheia (aprovar).
Essa ideia não é um convite à indiferença egoísta, mas à liberdade responsável. É a coragem de que fala o título do livro: a de assumir o controle da própria vida, definindo seu valor por uma bússola interna, e não pelos aplausos (ou vaias) externos.
Percebi, então, que a turbulência que senti revela uma confusão clássica: eu havia momentaneamente amarrado a minha autoestima aos humores do meu ego, que vive de validação e reconhecimento. A jornada tem sido a de desatar esse nó.
É a mesma coragem peculiar que já mencionei em outros artigos do blog, que me permite apreciar a invisibilidade. Adler e Montaigne, de séculos e culturas diferentes, convergem surpreendentemente em um ponto: a vida bem vivida é aquela examinada e dirigida por si mesma, não pela plateia.

Maturidade ou sabedoria: A beleza da solitude escolhida
Penso se essa minha fase desinteressante tem conexão com a maturidade e com a velhice. Afinal, quando as pessoas ficam mais velhas, elas tendem a ficar mais quietas, apreciando mais os momentos de solitude, não é mesmo?
Solitude é o estado voluntário e positivo de estar sozinho, escolhido para introspecção, autoconhecimento e recarga de energia. Diferentemente da solidão, que é uma condição negativa de isolamento e tristeza, solitude é um momento de paz interior, autossuficiência e conexão comigo mesmo, crucial para o meu bem-estar mental, criatividade e fortalecimento emocinal. A solitude é uma atitude de crescimento pessoal.
Entendo que este isolamento intencional é um comportamento comum na maturidade, quando as pessoas refletem mais sobre a existência e ficam mais conscientes e seletivas no investimento de seu tempo de vida.
Isto se conecta a uma redução natural na busca de notoriedade, de não mais colocar o sucesso pessoal e profissional na frente de tudo, a qualquer preço. Isso realmente não me alimenta mais e não é mais uma necessidade.
Na maturidade, sob a égide de uma coragem peculiar, ocorre uma ressignificação natural do conceito de sucesso e do propósito de vida. Passamos a apreciar a invisibilidade. E o tempo ganha novas tinturas.
Sabedoria no fluxo: “você carregaria o porco?”
A maturidade por conceito, está conectado à sabedoria. Teoricamente, quanto mais tempo uma pessoa vive, mais conhecimento e experiência ela acumula, e, portanto, torna-se mais sábia. Bem, isso funciona na teoria, na prática sabemos que nem sempre é assim. No meu caso específico, humildemente sinto-me mais sábio, pelo menos para mim mesmo.
A sabedoria ilumina as nossas escolhas e decisões, parece que as dúvidas desaparecem porque fazemos o que deve ser feito de forma natural, muitas vezes sem sentirmos, porque agimos no fluxo. É quase como respirar.
Um vídeo curto da Filósofa e Professora Lúcia Helena Galvão (apenas 9 minutos) conta a história de um filósofo, um sábio e um porco. Ele traz muita luz nessa questão.
A professora fala sobre agir por natureza, fazer o que precisa ser feito de forma tão natural que a gente nem sente. É algo incorporado ao ser. Não deixe de ver o vídeo, vale a pena. E, depois, responda à pergunta: “você carregaria o porco?”
A sabedoria, então, é isso: agir por natureza, fazer o que precisa ser feito de forma tão natural quanto respirar.
Capitão da própria alma: o compromisso com a autenticidade
Me comprometo comigo mesmo a continuar sendo fiel às minhas percepções e sendo verdadeiro e único dono do meu pensamento e decisões. Obviamente que pertenço a sociedade em que vivo e participo, mas eu sou o capitão do meu navio de vida.
Esse sentimento e percepção de vida, me lembra o impactante poema de William Ernest Henley.
A herança de “Invictus”: ser mestre do próprio destino
Publico abaixo um pequeno trecho selecionado deste poema, traduzido em português livre.
“Eu agradeço a quaisquer deuses que existam pela minha alma indomável.
Nas garras das circunstâncias, não estremeci ou chorei em voz alta.
Sob os golpes do acaso, minha cabeça sangra, mas não curvada.
Além deste lugar de ira e lágrimas, agiganta-se o horror das sombras.
E, ainda assim, a ameaça dos anos me encontra, e me encontrará, sem medo.
Não importa quão estreito seja o portão, quão cheio de punições o pergaminho.
Eu sou o mestre do meu destino.
Eu sou o capitão da minha alma.”
Este poema foi composto em 1875, por William Ernest Henley, escritor britânico, enquanto ele passava por uma de suas inúmeras internações em um hospital, enfrentando uma tuberculose óssea.
A sua famosa resiliência diante da doença e da adversidade foi encapsulada no poema acima, que não por acaso chama-se "Invictus". Este poema inspirou Nelson Mandela durante seus 27 anos de prisão, servindo como um farol de esperança nos momentos mais difíceis.
Conheça a incrível história de vida de William Ernest Henley no nteressante vídeo de 5 minutos no canal de Gilberto Godoy.
Veja a narração deste poema, no canal @viladospoetas, no Instagram, com o incrível Morgan Freedman.
A incrível tenacidade de William Ernest Henley é uma inspiração e eu abracei as duas sentenças icônicas finais de seu poema.
Eu sou o mestre do meu destino
Eu sou o capitão da minha alma.
A liberdade do desinteresse: escrever sem agradar, mas com elegância
Por fim, com o compromisso de fazer as coisas de forma natural, com base na minha sabedoria, intuição e convicções, eu continuarei a escrever no meu blog, no meu Linkedin, as coisas que me passam pela cabeça, mesmo que muitas delas pareçam desinteressantes, até inúteis, mas garantindo que serão genuínas, autênticas e originais.
Muitas vezes não escreverei para ser agradável, entretanto prometo manter a elegância. Esta é, agora, a minha coragem escolhida: de me manter sempre fiel à minha mente e aos meus lobos, afinal, não posso fugir do meu processo de transformação, do meu processo de viagem interna. Talvez menos surpreendente, polêmico e relevante para o mundo. Mas, na invisibilidade escolhida, certamente verdadeiro, honesto e comigo mesmo.
E você, já se sentiu mais invisível, desinteressante ou desinteressado em alguma fase da vida? Bem-vindo(a) ao clube!




Tive que ler o texto 3 vezes diante de tantos insights e reflexões. Obrigado por colocar referências importantes. Você faz a gente pensar. Parabéns. Adoro o seu blog. Abraços.
Bom dia meu amigo!
Acabei de ler seu texto agora no trabalho.
Sigo você há algum tempo e suas reflexões tem me proporcionado senso de orientação, calma e profundidade.
Também já tive um Blog onde descrevia minha percepção da vida e do mundo.
O Blog vai virar livro. Reuni os textos e pretendo publicar. Não por vaidade, mas como forma de compartilhar uma visão de mundo. O título: Enquanto a chuva não cai.
Este seu artigo de hoje me tocou profundamente.
Seu texto é reflexivo, profundo, requer tempo e serenidade e, por fim, oferece uma gama variada de possibilidades de olhares e interpretações.
Está aí a resposta para sua pergunta para perda de assinantes. Pelo menos, na minha visão.
As…